Cashback se popularizou rapidamente no Brasil, mas ainda gera muitas dúvidas. Afinal, cashback é desconto? É dinheiro de volta mesmo? Sempre compensa?
Neste artigo, explicamos o que é cashback, como ele funciona na prática e quando ele realmente faz sentido para o consumidor — sem promessas exageradas e sem armadilhas.
O que é cashback?
Cashback, em tradução literal, significa “dinheiro de volta”.
Na prática, é um modelo em que parte do valor gasto em uma compra retorna para o consumidor, geralmente em forma de saldo, crédito ou transferência.
Exemplo simples:
- Você compra um produto de R$ 200
- A oferta oferece 10% de cashback
- Você recebe R$ 20 de volta
Esse valor pode ser:
- Sacado (em alguns casos)
- Usado em compras futuras
- Convertido em saldo dentro de uma plataforma
Cashback não é desconto
Essa é uma confusão comum — e importante.
Desconto tradicional
- Reduz o preço antes da compra
- Impacta diretamente o valor pago
- Exemplo: produto de R$ 200 por R$ 180
Cashback
- O valor é devolvido depois da compra
- Você paga o preço cheio inicialmente
- O benefício vem posteriormente
Ambos podem ser vantajosos, mas não são equivalentes.
Como o cashback funciona por trás dos bastidores
De forma simplificada:
- A loja vende um produto
- A plataforma de cashback recebe uma comissão da loja
- Parte dessa comissão é devolvida ao consumidor
Ou seja:
- O cashback não sai do bolso da loja
- Nem é um “presente”
- Ele vem da cadeia de intermediação
Por isso, diferentes plataformas oferecem percentuais diferentes para o mesmo produto.
Quando o cashback realmente vale a pena?
Cashback vale a pena quando atende a pelo menos um dos critérios abaixo:
1. O preço final continua competitivo
Se o produto com cashback fica mais caro do que em outras lojas, o benefício é ilusório.
2. O resgate é simples e transparente
Cashbacks que exigem:
- Valor mínimo muito alto
- Prazo excessivo
- Regras pouco claras
costumam frustrar o usuário.
3. Você já iria comprar aquele item
Comprar algo apenas “por causa do cashback” geralmente leva ao gasto desnecessário.
Armadilhas comuns do cashback
Nem todo cashback é vantajoso. Atenção a:
- Percentuais altos em produtos com preço inflacionado
- Saldo que expira rapidamente
- Resgates condicionados a novas compras
- Plataformas pouco claras sobre prazos e regras
Cashback bom é aquele que respeita o consumidor.
Cashback + ofertas: a combinação ideal
O melhor cenário é quando cashback e oferta real se somam.
Exemplo:
- Produto já com preço abaixo da média
- Cashback aplicado sobre esse valor reduzido
- Resultado: economia imediata + retorno futuro
É esse tipo de curadoria que faz diferença no dia a dia.
Como usar o cashback de forma inteligente
Boas práticas simples:
- Compare preços antes de considerar o cashback
- Leia atentamente as regras de resgate
- Priorize plataformas confiáveis
- Use o cashback como complemento, não como motivação principal
Economia inteligente é constância, não impulso.
Conclusão
Cashback pode ser um excelente aliado para economizar — quando usado com consciência.
Ele não substitui comparação de preços, não é dinheiro “grátis” e não deve ser o único fator de decisão. Mas, quando bem aplicado, pode gerar economia real no médio e longo prazo.
No Caju Ofertas, acreditamos em:
- Transparência
- Curadoria
- Economia de verdade
Sem truques. Sem exageros.

